‘Golpe do amor’: Delegacia da Mulher investiga 20 denúncias no DF contra estrangeiros em sites de relacionamento

Com promessa de receber presente, vítima chegou a transferir até R$ 100 mil para golpistas. Suspeitos são da Nigéria e vivem em São Paulo; caso é investigado como estelionato amoroso.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um grupo de estrangeiros suspeito de enganar mulheres em aplicativos e sites de relacionamentos (veja trecho da conversa acima). Até esta quinta-feira (22), pelo menos 20 vítimas tinham registrado ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam-DF), na Asa Sul.

No início do mês, agentes da Polícia Civil foram até São Paulo para realizar buscas e apreensões nas residências dos suspeitos. O crime é investigado como estelionato amoroso. A pena prevista é de até cinco anos de prisão. Ninguém foi preso.

Em um dos casos, uma mulher chegou a transferir até R$ 100 mil para o golpista. A delegada Ana Carolina Litran contou à reportagem que o homem usou “uma desculpa profissional” para se aproximar da vítima.

“Foi um relacionamento de três meses, sempre foi muito próximo e interessado na vida da vítima.”

A polícia orienta que pessoas que suspeitem ter caído no golpe procurem a delegacia mais próxima, as delegacias de atendimento à mulher do DF ou as delegacias eletrônicas (veja contatos mais abaixo).

O ‘golpe do amor’

Segundo as investigações, o golpe funciona do seguinte modo:

  • O grupo levanta informações pessoais da vítimas, a maioria entre 40 e 70 anos, e entra em contato com elas através de sites e aplicativos.
  • O golpista, então, se passa por um estrangeiro de outra nacionalidade e se apresenta como engenheiro ou piloto.
  • Depois, ganha intimidade com a vítima e pede o telefone pessoal.
  • Após estabelecer uma relação virtual com a mulher, promete que vai visitá-la no Brasil e diz que quer enviar presentes. Entre eles, celulares, roupas e dinheiro.
  • Uma pessoa se passa por um funcionário da Receita Federal ou de uma transportadora diz que teve um problema nas mercadorias que seriam enviadas e pede que a vítima pague uma taxa entre R$ 1,5 mil a 5 mil reais para que os produtos sejam entregues.
  • O suposto funcionário da empresa ou transportadora manda uma conta para que o depósito seja realizado.

Como denunciar

O Distrito Federal tem duas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), uma na Asa Sul, e outra em Ceilândia. “Os casos, no entanto, podem ser denunciados em qualquer unidade”, diz a SSP.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) também recebe denúncias e acompanha os inquéritos policiais, auxiliando no pedido de medida protetiva na Justiça.

Em casos de flagrante, qualquer pessoa pode pedir o socorro da polícia, seja testemunha ou vítima.

  • Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM)
  • Endereço: EQS 204/205, Asa Sul, Brasília – Telefones: (61) 3207-6195 (61) 3207-6212
  • Endereço: QNM 2 Conj G, área especial, Ceilândia Centro – Telefone: (61) 3207-7391

Fonte : G1

Por Sthefanny Loredo, TV Globo

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